Diogo LuzTecnologia com contexto.
Educação & tecnologiaPesquisa Datafolha · 2026

Um em cada três alunos considera professores despreparados para usar tecnologia, diz Datafolha

Pesquisa com 5.296 estudantes da rede estadual mostra que 71% já utilizam inteligência artificial para estudar

Colagem em preto, branco e amarelo de uma professora e estudantes em uma sala de aula, com cadernos e computadores.
A sala de aula, pelo olhar dos estudantes.Ilustração editorial gerada com IA
01O ponto de partida

Um em cada três estudantes de escolas públicas estaduais brasileiras considera que seus professores não estão bem preparados para utilizar tecnologia em sala de aula. A avaliação aparece em uma pesquisa do Instituto Datafolha que ouviu 5.296 alunos do ensino fundamental e médio. O levantamento também revela que 71% dos estudantes utilizam inteligência artificial (IA) para estudar, com frequência ou de vez em quando.

O preparo dos professoresNa avaliação dos alunos
Um em cada três estudantesconsidera que os professores não estão bem preparadospara usar tecnologia em sala de aula.
Uma parcela dos estudantes ouvidos pelo Datafolha.
02 / Do estudo à sala de aula

A inteligência artificial
já entrou na rotina.

71%dos alunos usam IA
para estudar.
Com frequência ou de vez em quando.
O comprimento total representa todos os estudantes.
Tecnologia nas aulas

Do lado de
quem ensina.

Pelo menos1×por semanaSegundo 70% dos estudantes.

O uso de ferramentas digitais pelos professores já é comum. Segundo 70% dos estudantes, os docentes utilizam tecnologia nas aulas pelo menos uma vez por semana. A pesquisa, no entanto, não informa se a inteligência artificial está entre os recursos utilizados pelos professores.

Tecnologia nas aulas.
O dado não especifica o uso de IA.

03 / A contribuição percebida

Há espaço
para aprender.

Cerca dedois terços

consideram que a tecnologia contribui para a aprendizagem.

Apesar das críticas ao preparo dos docentes, cerca de dois terços dos entrevistados consideram que o uso de tecnologia contribui para a aprendizagem. Os números refletem a percepção dos alunos, e não uma avaliação técnica das habilidades dos professores.

Para incorporar as ferramentas

Regras claras.
Professores
preparados.

Para Lia Glaz, diretora-presidente da Fundação Telefônica Vivo, uma das organizações responsáveis pela pesquisa, é necessário estabelecer regras claras para o uso da inteligência artificial nas escolas. Ela também defende a ampliação da formação dos professores para incorporar as novas ferramentas às atividades de ensino.

04 / A relação com a escola

O que a explicação tem a ver
com a avaliação da escola.

A pesquisa também avaliou a relação entre o trabalho dos professores e a opinião dos estudantes sobre as escolas. Entre os alunos que consideram boas as explicações dos docentes, 75% classificam a escola como boa ou ótima. O percentual cai para 48% entre aqueles que avaliam negativamente a forma como os conteúdos são explicados.

Alunos que consideram a escola
boa ou ótima

Entre os que avaliam bem
as explicações dos professores
75%
Entre os que avaliam negativamente
as explicações dos professores
48%
A diferença é de 27 pontos percentuais. A comparação reúne dois grupos de estudantes. A associação observada não demonstra uma relação de causa e efeito.
Por dentro do levantamento

Um retrato da
rede estadual.

5.296estudantes ouvidos
nas cinco regiões do país
Quem respondeu
12 a 21 anos
Etapas de ensino
Fundamental e médio
Período de coleta · 2026
28 de maio — 13 de julho

Intitulado O que os estudantes pensam sobre a Educação?, o levantamento foi realizado entre 28 de maio e 13 de julho de 2026, com alunos de 12 a 21 anos, do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e do ensino médio, nas cinco regiões do país. A pesquisa foi encomendada por sete organizações ligadas à educação, entre elas Fundação Itaú, Fundação Lemann, Fundação Telefônica Vivo e Todos Pela Educação, e divulgada em outubro.